Terapia Manual

A Terapia Manual é o principal recurso da Fisioterapia Manipulativa, que se trata de uma especialidade dentro da Fisioterapia a nível de pós-graduação, para a reabilitação de pacientes não apenas com problemas ortopédicos, mas também reumatológicos, neurológicos, posturais e reabilitação pós-operatória. Sempre que necessário, a cinesioterapia é associada a Terapia Manual.

Veja a seguir algumas informações sobre as principais técnicas de Terapia Manual utilizadas dentro da Fisioterapia Manipulativa:

Maitland

O Conceito Maitland é a abordagem da Fisioterapia Manipulativa criada pelo fisioterapeuta australiano Geoff Maitland na década de 60, tendo se espalhado pelo resto do mundo, formando a base da terapia manual fisioterápica. O conceito que Geoff Maitland introduziu é baseado em observações clínicas dos sinais e sintomas do paciente, e a avaliação que os efeitos das técnicas de tratamento tem sobre os mesmos. Grande parte da importância do conceito reside na avaliação manual dos movimentos fisiológicos (osteocinemáticos) e acessórios (artrocinemáticos) articulares. Este exame manual é parte essencial do diagnóstico físico de disfunções da coluna realizado pelo fisioterapeuta manipulativo.

Mulligan

O Conceito Mulligan foi criado pelo fisioterapeuta Neozelandês Brian Mulligan no início da década de 70. Seu conceito baseia-se na teoria da falha posicional, pois quando temos uma lesão ou injúria, a articulação pode assumir uma posição ligeiramente anormal, muitas vezes invisível em exames, e estas pequenas falhas posicionais levariam a restrições de movimento resultando em dor. Neste conceito as mobilizações são realizadas com carga, combinando movimentos passivos e ativos, e de maneira totalmente indolor.

Mobilização Neural

A Mobilização Neural é uma técnica que tem sido bastante estudada atualmente e diversos pesquisadores têm divulgado dados clínicos e científicos sobre sua eficácia. Visa, principalmente, liberar aderências que impeçam o movimento e o deslizamento adequados dos nervos espinais em todo seu trajeto, inclusive o forame intervertebral, podendo ser fonte de dores locais e referidas. Dados indicam que grande parte dos pacientes ortopédicos apresenta problemas na mobilidade neural.